Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://hdl.handle.net/11612/8568
Autor(a): Biase, Rian da Cruz
Orientador: Souza, Raquel Castilho
Título: O impacto da heteronormatividade no feminismo contemporâneo
Palavras-chave: Feminismo;Gênero;Heteronormatividade;Interseccionalidade
Data do documento: 8-Mai-2026
Editor: Universidade Federal do Tocantins
Citação: BIASE, Rian da Cruz. O impacto da heteronormatividade no feminismo contemporâneo. 2025. 36 f. TCC (Graduação) - Curso de Filosofia, Universidade Federal do Tocantins – Câmpus Universitário de Palmas, Palmas, To, 2025.
Resumo: O presente trabalho teve como objetivo analisar o impacto da heteronormatividade no feminismo contemporâneo, com foco nas exclusões e marginalizações que ocorrem dentro do próprio movimento. A reflexão aqui apresentada, teve como ponto de partida as ideias de Judith Butler sobre gênero e sexualidade, destacando como a heteronormatividade impõe um padrão normativo que exclui identidades não normativas. Para isso, foi desenvolvida uma pesquisa bibliográfica baseada em autores como Butler (2018) e Bell Hooks (2018), além da análise de dados sobre violência contra pessoas LGBTQIA + no Brasil. Os resultados desta pesquisa revelam que o feminismo, muitas vezes, adota práticas excludentes ao desconsiderar as intersecções entre gênero, raça, classe e sexualidade. Percebeu-se que, ao privilegiar uma experiência universalizada da mulher geralmente branca, cisgênero e heterossexual, o movimento acaba reproduzindo as opressões que combate. Consequentemente, torna-se urgente repensar o feminismo como um campo plural e inclusivo, que reconheça a diversidade de identidades e experiências sociais.
Abstract: The aim of this paper was to analyze the impact of heteronormativity on contemporary feminism, focusing on the exclusions and marginalizations that occur within the movement itself. The reflection presented here began with Judith Butler's ideas on gender and sexuality, highlighting how heteronormativity imposes a normative standard that excludes non-normative identities. To this end, a bibliographical research was developed, based on authors such as Butler (2018) and Bell Hooks (2018), as well as an analysis of data on violence against LGBTQIA+ individuals in Brazil. The results of this research reveal that feminism often adopts exclusionary practices by disregarding the intersections of gender, race, class, and sexuality. It was observed that by privileging a universalized experience of women, typically white, cisgender, and heterosexual, the movement ends up reproducing the oppressions it seeks to combat. Consequently, it becomes urgent to rethink feminism as a plural and inclusive field that acknowledges the diversity of identities and social experiences.
URI: http://hdl.handle.net/11612/8568
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