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http://hdl.handle.net/11612/8818| Autor(a): | Wanderley, Kharita Magalhães |
| Orientador: | Marson, Poliana Guerino |
| Título: | Fatores associados aos óbitos maternos com registro de infecção do trato urinário em um estado da amazônia legal |
| Palavras-chave: | Infecção do Trato Urinário;Fatores de Risco;Mortalidade Materna;Sistemas de Informação;Epidemiologia;Urinary Tract Infection;Risk Factors;Maternal Mortality;Information Systems;Epidemiology |
| Data do documento: | 14-Jun-2026 |
| Editor: | Universidade Federal do Tocantins |
| Programa: | Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde - PPGCS |
| Citação: | WANDERLEY, Kharita Magalhães. Fatores associados aos óbitos maternos com registro de infecção do trato urinário em um estado da amazônia legal. 2026.93f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) – Universidade Federal do Tocantins, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Palmas, 2026. |
| Resumo: | A mortalidade materna permanece como importante problema de saúde pública, especialmente em contextos marcados por desigualdades sociais, territoriais e assistenciais. Entre os agravos que podem contribuir para o agravamento do quadro clínico materno, destaca-se a infecção do trato urinário (ITU), condição frequente na gestação e potencialmente associada a complicações graves, como pielonefrite, sepse e desfechos obstétricos desfavoráveis. O presente estudo teve como objetivo analisar os fatores associados aos óbitos maternos com registro de ITU no ciclo gravídico-puerperal no estado do Tocantins, unidade federativa que integra a Amazônia Legal, no período de 2013 a 2024. Trata-se de estudo epidemiológico, documental, retrospectivo e analítico, realizado com dados secundários provenientes do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) e das fichas oficiais de investigação de óbitos maternos. A amostra foi composta por 85 óbitos maternos com registro de ITU na Declaração de Óbito e/ou nas fichas de investigação, desde que apresentassem informações suficientes para as variáveis de interesse. Foram analisadas variáveis sociodemográficas, obstétricas, clínicas e assistenciais. As análises incluíram estatística descritiva, testes de associação entre variáveis categóricas e análise espacial exploratória dos fluxos de deslocamento entre local de residência e ocorrência do óbito materno, com elaboração de mapas em Python. O período do diagnóstico da ITU foi adotado como variável desfecho. Os resultados evidenciaram predomínio de mulheres jovens, com média de idade de 27 anos, e maior concentração na faixa etária de 25 a 29 anos. Observou-se predominância de mulheres pardas (55,3%), solteiras (43,5%), com ensino médio completo (50,6%) e ocupação referida como dona de casa (37,6%). No perfil clínico-obstétrico, 85,9% realizaram pré-natal, 68,2% iniciaram o acompanhamento até a 12ª semana gestacional e 49,4% realizaram sete ou mais consultas. Houve predomínio de parto cesáreo (54,1%), ocorrência do óbito no puerpério (68,2%), nascidos vivos (62,4%) e óbitos em ambiente hospitalar (92,9%). A idade gestacional no momento do parto ou do óbito apresentou média de 32,76 semanas. Entre as causas básicas de óbito, destacaram-se outras afecções obstétricas (22,4%), doenças infecciosas e parasitárias maternas (16,5%), infecções do trato geniturinário na gravidez (12,9%) e eclâmpsia (11,8%). A análise espacial evidenciou concentração dos fluxos de deslocamento para municípios de referência, com destaque para Palmas, Araguaína e Gurupi, indicando centralização assistencial. Na etapa analítica, verificou-se associação estatisticamente significativa entre o período do diagnóstico da ITU e o número de consultas de pré-natal (χ² = 13,445; p = 0,001), bem como entre o período do diagnóstico e a idade gestacional no momento do parto/óbito (χ² = 12,044; p = 0,002). A realização de pré-natal apresentou associação limítrofe no teste de Pearson (p = 0,056), embora a razão de verossimilhança tenha indicado significância estatística (p = 0,023). Os resultados indicam que o momento do diagnóstico da ITU está associado a aspectos assistenciais e obstétricos, reforçando a necessidade de qualificação do pré-natal, diagnóstico oportuno e organização regional da rede de atenção materna. |
| Abstract: | Maternal mortality remains an important public health problem, especially in contexts marked by social, territorial, and healthcare inequalities. Among the conditions that may contribute to the worsening of maternal clinical status, urinary tract infection (UTI) stands out as a frequent condition during pregnancy and one that is potentially associated with severe complications, such as pyelonephritis, sepsis, and adverse obstetric outcomes. This study aimed to analyze factors associated with maternal deaths with recorded UTI during the pregnancy-puerperal cycle in the state of Tocantins, Brazil, a federative unit located in the Legal Amazon, from 2013 to 2024. This is an epidemiological, documentary, retrospective, and analytical study conducted using secondary data from the Mortality Information System (SIM), the Live Birth Information System (SINASC), and official maternal death investigation forms. The sample consisted of 85 maternal deaths with UTI recorded on the death certificate and/or investigation forms, provided that sufficient information was available for the variables of interest. Sociodemographic, obstetric, clinical, and healthcare-related variables were analyzed. The analyses included descriptive statistics, association tests between categorical variables, and exploratory spatial analysis of intrastate flows, with maps produced in Python. The period of UTI diagnosis was adopted as the outcome variable.The results showed a predominance of young women, with a mean age of 27 years, and a higher concentration in the 25-to-29-year age group. There was a predominance of brown-skinned women (55.3%), single women (43.5%), women with complete secondary education (50.6%), and women whose occupation was reported as housewife (37.6%). Regarding the clinical and obstetric profile, 85.9% had received prenatal care, 68.2% had started prenatal follow-up by the 12th gestational week, and 49.4% had attended seven or more prenatal consultations. Cesarean delivery predominated (54.1%), as did deaths occurring during the puerperium (68.2%), live births (62.4%), and deaths in hospital settings (92.9%). The mean gestational age at the time of delivery or death was 32.76 weeks. Among the underlying causes of death, other obstetric conditions (22.4%), maternal infectious and parasitic diseases (16.5%), genitourinary tract infections in pregnancy (12.9%), and eclampsia (11.8%) stood out. The spatial analysis showed a concentration of displacement flows toward referral municipalities, especially Palmas, Araguaína, and Gurupi, indicating centralization of healthcare services. In the analytical stage, a statistically significant association was found between the period of UTI diagnosis and the number of prenatal consultations (χ² = 13.445; p = 0.001), as well as between the period of diagnosis and gestational age at the time of delivery/death (χ² = 12.044; p = 0.002). Prenatal care showed a borderline association in Pearson’s chi-square test (p = 0.056), although the likelihood ratio indicated statistical significance (p = 0.023). The results indicate that the timing of UTI diagnosis is associated with healthcare-related and obstetric aspects, reinforcing the need to improve prenatal care, ensure timely diagnosis, and strengthen the regional organization of the maternal healthcare network. |
| URI: | http://hdl.handle.net/11612/8818 |
| Aparece nas coleções: | Mestrado em Ciências da Saúde |
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