Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://hdl.handle.net/11612/8666
Autor(a): Sousa , Marcivânia Ferreira de
Orientador: Souza, Neila Nunes de
Título: Racismo e múltiplas faces: educação superior indígena na Universidade Federal do Tocantins – campus de Porto Nacional
Palavras-chave: Racismo;Indígenas;Educação Superior;UFT;Racism;Indigenous Peoples;Higher Education
Data do documento: 9-Mar-2026
Citação: SOUSA, Marcivânia Ferreira de. Racismo e múltiplas faces: educação superior indígena na Universidade Federal do Tocantins – campus de Porto Nacional.2026.91f. Dissertação (Mestrado em Letras) – Universidade Federal do Tocantins, Programa de Pós-Graduação em Letras, Porto Nacional, 2025.
Resumo: A presente pesquisa analisa a educação superior indígena no campus de Porto Nacional da Universidade Federal do Tocantins (UFT), sob a perspectiva do racismo estrutural e institucional. O objetivo geral consiste em analisar os impactos dessas formas de racismo na trajetória acadêmica de estudantes indígenas. Como objetivos específicos, busca-se discutir os fundamentos históricos e conceituais do racismo e suas implicações para a educação indígena, com vista à analisar os marcos legais e as políticas públicas voltadas à educação superior indígena; examinar os dados institucionais referentes ao ingresso, à permanência e à evasão de estudantes indígenas na UFT, refletindo sobre os desafios e limites das políticas de permanência no enfrentamento do racismo institucional no contexto universitário. Quanto a metodologia trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, que utiliza revisão bibliográfica e análise documental de legislações, políticas públicas e dados institucionais extraídos do Sistema de Informações Educacionais (SIE/UFT). O recorte empírico contempla 158 estudantes indígenas vinculados aos cursos de graduação do campus, considerando dados de ingresso, permanência e evasão no período de 2014 a 2025. Possibilitando a análise das dinâmicas de acesso, permanência e evasão no ensino superior. O referencial teórico fundamenta-se, principalmente, em Almeida (2018; 2019), Munanga (2004; 2005; 2019), Carneiro (1995; 2011), Heringer (2021) e Santos (2010), no debate sobre racismo estrutural, institucional e epistemicídio. No campo histórico e legal da educação superior e indígena, dialoga-se com D’Angelis (2013), Schwartzman (2004), Durham (2005), Gomes (2017; 2021), Grupioni (2001) e Piovesan (2020). Conclui-se que, embora haja avanços no acesso ao ensino superior, persistem desigualdades estruturais que comprometem a permanência e a formação acadêmica de estudantes indígenas, exigindo políticas institucionais mais efetivas e interculturais.
Abstract: This study analyzes Indigenous higher education at the Porto Nacional campus of the Federal University of Tocantins (UFT) from the perspective of structural and institutional racism. The general objective is to examine the impacts of these forms of racism on the academic trajectories of Indigenous students. The specific objectives are: to discuss the historical and conceptual foundations of racism and their implications for Indigenous education; to analyze the legal frameworks and public policies related to Indigenous higher education; and to examine institutional data on admission, retention, and dropout of Indigenous students at UFT, reflecting on the challenges and limits of retention policies in addressing institutional racism within the university context. Methodologically, this is a qualitative study that employs bibliographic review and documentary analysis of legislation, public policies, and institutional data extracted from the Educational Information System (SIE/UFT). The empirical scope includes 158 Indigenous undergraduate students enrolled at the campus, considering data on admission, retention, and dropout between 2014 and 2025. This allows for an analysis of the dynamics of access, retention, and dropout in higher education. The theoretical framework is primarily based on Almeida (2018; 2019), Munanga (2004; 2005; 2019), Carneiro (1995; 2011), Heringer (2021), and Santos (2010), particularly in discussions of structural and institutional racism and epistemicide. In the historical and legal field of higher and Indigenous education, the study engages with D’Angelis (2013), Schwartzman (2004), Durham (2005), Gomes (2017; 2021), Grupioni (2001), and Piovesan (2020). The study concludes that, although there have been advances in access to higher education, structural inequalities persist, compromising the retention and academic development of Indigenous students and highlighting the need for more effective and intercultural institutional policies.
URI: http://hdl.handle.net/11612/8666
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