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Authors: Cavalcante, Luana Cunha
metadata.dc.contributor.advisor: Araújo, Josenice Ferreira dos Santos
Title: A inclusão pela leitura adaptada para pessoas com deficiência visual no Tocantins no ano de 2024
Keywords: Deficiência visual; Inclusão social e educacional; Tecnologias assistivas; Políticas públicas.
Issue Date: 15-Apr-2026
Publisher: Universidade Federal do Tocantins
Citation: CAVALCANTE, Luana Cunha. A Inclusão pela leitura adaptada para pessoas com deficiência visual no Tocantins no ano de 2024. 2025. 57f. Monografia (Graduação em Serviço Social) - Universidade Federal do Tocantins, Miracema do Tocantins, 2026.
metadata.dc.description.resumo: O presente trabalho investiga os limites e as possibilidades para a efetiva inclusão social e educacional da pessoa com deficiência visual no Brasil, analisando criticamente o paradoxo entre a ampliação formal de direitos e a persistência de barreiras que dificultam sua visibilidade e participação cidadã. Partindo de uma conceituação sócio-histórica da cegueira, que a entende para além de uma condição biomédica, o estudo percorre a evolução das políticas públicas — da LBI (Lei 13.146/2015) às políticas educacionais específicas —, identificando que sua implementação esbarra em desafios estruturais. Neste contexto, as tecnologias assistivas emergem não como meras ferramentas, mas como elementos mediadores fundamentais para a autonomia, cujo acesso e uso efetivo são problematizados à luz de barreiras econômicas, técnicas e, sobretudo, de formação. A contribuição central da pesquisa reside em articular essa discussão política e técnica com o campo específico do Serviço Social, argumentando que a mediação profissional do assistente social é um componente crítico e frequentemente subestimado no processo de inclusão. Fundamentado no marco ético-político da profissão (CFESS, Código de Ética, 1993) e em autores clássicos como Iamamoto (1992), que discutem o papel do assistente social na concretização de direitos, o trabalho demonstra como este profissional atua na operacionalização das políticas, na capacitação da comunidade escolar, na gestão de conflitos e no enfrentamento do capacitismo (CFESS, 2019). A análise, portanto, tece um diálogo entre os referenciais legais (Constituição de 1988), a produção acadêmica sobre deficiência (como Diniz, 2007, e Lanna Júnior, 2010) e a teoria do Serviço Social, concluindo que a inclusão substantiva da pessoa com deficiência visual demanda mais do que normas e recursos tecnológicos: exige uma mediação profissional qualificada e comprometida com a defesa de direitos, posicionando o assistente social como agente indispensável para transformar a inclusão legal em experiência vivida e equitativa.
Abstract: The present study investigates the limits and possibilities for the effective social and educational inclusion of people with visual impairment in Brazil, critically analyzing the paradox between the formal expansion of rights and the persistence of barriers that hinder their visibility and civic participation. Based on a socio-historical conception of blindness—understood beyond a biomedical condition—the study traces the evolution of public policies, from the Brazilian Law of Inclusion (Law No. 13,146/2015) to specific educational policies, identifying structural challenges that hinder their implementation. In this context, assistive technologies emerge not merely as tools, but as fundamental mediating elements for autonomy, whose access and effective use are problematized in light of economic, technical, and, above all, training-related barriers. The central contribution of the research lies in articulating this political and technical discussion with the specific field of Social Work, arguing that the professional mediation of the social worker is a critical and often underestimated component in the inclusion process. Grounded in the ethical-political framework of the profession (CFESS, Code of Ethics, 1993) and in classical authors such as Iamamoto (1992), who discuss the role of social workers in the realization of rights, the study demonstrates how this professional acts in the operationalization of policies, the formation of the school community, conflict management, and the confrontation of ableism (CFESS, 2019). The analysis thus establishes a dialogue between legal frameworks (the 1988 Constitution), academic production on disability (such as Diniz, 2007, and Lanna Júnior, 2010), and Social Work theory, concluding that the substantive inclusion of people with visual impairment requires more than norms and technological resources: it demands qualified professional mediation committed to the defense of rights, positioning the social worker as an indispensable agent in transforming legal inclusion into a lived and equitable experience.
URI: http://hdl.handle.net/11612/8454
Appears in Collections:Serviço Social

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