Use este identificador para citar ou linkar para este item: http://hdl.handle.net/11612/8345
Autor(a): Leal, Luara da Costa
Orientador: Araújo, Laína Jennifer Carvalho
Título: O trabalho da mulher na agricultura familiar: desafios e possibilidades para e no seu protagonismo
Palavras-chave: Agricultura familiar; Gênero; Mulher rural; Políticas públicas.
Data do documento: 24-Mar-2026
Editor: Universidade Federal do Tocantins
Citação: LEAL, Luara da Costa. O trabalho da mulher na agricultura familiar: desafios e possibilidades para e no seu protagonismo. 2025. 67f. Monografia (Graduação em Serviço Social) - Universidade Federal do Tocantins, Miracema do Tocantins, 2026.
Resumo: O Trabalho de Conclusão de Curso tem como objetivo compreender o papel da mulher na agricultura familiar, analisando suas tensões, contradições e desafios no contexto das transformações econômicas e sociais do meio rural brasileiro. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa ancorado em pesquisa bibliográfica e em fontes secundárias de informação que discutem a agricultura familiar, as políticas públicas rurais e as desigualdades de gênero a partir de dados oriundos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) e do Censo Agropecuário de 2017, assim como nas legislações e programas voltados à agricultura familiar e à promoção da igualdade de gênero no meio rural. A partir das análises, pode-se compreender que, embora as mulheres desempenhem funções essenciais na produção de alimentos, na segurança alimentar e no fortalecimento da economia local, ainda enfrentam desigualdades históricas, invisibilidade e desvalorização de seu trabalho. As políticas públicas, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF Mulher), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural (PNDTR), contribuíram para o avanço da participação feminina, mas ainda são insuficientes diante das estruturas patriarcais e da divisão sexual do trabalho. A partir do método do materialismo histórico-dialético, compreendeu-se que essas desigualdades refletem contradições do modo de produção capitalista, assim como também revela que as mulheres rurais têm se afirmado como protagonistas em movimentos sociais, cooperativas e associações, reivindicando visibilidade, autonomia e reconhecimento. Sua atuação fortalece não apenas a agricultura familiar, mas também a luta por um desenvolvimento rural mais justo, sustentável e igualitário.
Abstract: This Undergraduate Thesis aims to understand the role of women in family farming, analyzing their tensions, contradictions, and challenges within the context of economic and social transformations in the Brazilian rural environment. It is a qualitative study based on bibliographic research and secondary data sources that discuss family farming, rural public policies, and gender inequalities, using data from the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE), the Brazilian Agricultural Research Corporation (EMBRAPA), and the 2017 Agricultural Census, as well as legislation and programs related to family farming and the promotion of gender equality in rural areas. The analysis shows that although women play essential roles in food production, food security, and the strengthening of local economies, they still face historical inequalities, invisibility, and the undervaluation of their work. Public policies such as the National Program for Strengthening Family Farming (PRONAF Mulher), the Food Acquisition Program (PAA), the National School Feeding Program (PNAE), and the National Documentation Program for Rural Women Workers (PNDTR) have contributed to increasing women’s participation, but remain insufficient in the face of patriarchal structures and the sexual division of labor. Based on the historical-dialectical materialist method, it is understood that these inequalities reflect contradictions inherent to the capitalist mode of production, while also revealing that rural women have increasingly positioned themselves as protagonists in social movements, cooperatives, and associations, demanding visibility, autonomy, and recognition. Their participation strengthens not only family farming but also the struggle for a more just, sustainable, and equitable rural development.
URI: http://hdl.handle.net/11612/8345
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