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http://hdl.handle.net/11612/8343| Authors: | Santos, Ana Caroline Alves dos |
| metadata.dc.contributor.advisor: | Almeida, Ricardo Monteiro Guedes de |
| Title: | Cooperação e trabalho real na experiência de terceirizados de serviços gerais: “se não tivesse limpeza eu acho que nada funcionaria” |
| Keywords: | Trabalho real; Cooperação; Sofrimento psíquico; Reconhecimento. |
| Issue Date: | 24-Mar-2026 |
| Publisher: | Universidade Federal do Tocantins |
| Citation: | SANTOS, Ana Caroline Alves dos. Cooperação e trabalho real na experiência de terceirizados de serviços gerais: “se não tivesse limpeza eu acho que nada funcionaria”. 2025. 64f. Monografia (Graduação em Psicologia) - Universidade Federal do Tocantins, Miracema do Tocantins, 2026. |
| metadata.dc.description.resumo: | A terceirização cresce na atual sociedade como uma das principais vias de flexibilização do emprego. Como consequência, observa-se um atraso significativo na luta pelos direitos do trabalhador e as conquistas da classe. Objetivou-se, nesta pesquisa, identificar os atravessamentos da cooperação na equipe terceirizada de serviços gerais de uma universidade federal com o propósito de compreender a relação do sofrimento psíquico e a experiência de um trabalho real, perpassada por um trabalho prescrito. Este estudo partiu de entrevistas semiestruturadas de 9 participantes e seus discursos foram analisados por meio da análise de conteúdo de Bardin. Os resultados foram organizados em 3 categorias de análise, sendo elas: Modos de cooperação: o que se encontra nessas dinâmicas?; Trabalho real e prescrição; e Atravessamentos do sofrimento: o real na terceirização. Esta pesquisa foi fundamentada na Psicodinâmica do Trabalho proposta por Dejours. Os resultados apontaram que a equipe precisa conseguir mobilizar a inteligência individual e coletiva, frente às resistências, criando estratégias para o preenchimento do hiato existente entre o prescrito e o real. Essas práticas encontram seu caminho por meio da cooperação, uma vez que este dispositivo não se caracteriza apenas como uma divisão de tarefas, mas se estrutura nas ligações de civilidade entre os coletivos. Esse laço se torna possível através dos espaços de convivência e de deliberação construídos no ambiente laboral. Além disso, verificou-se a cooperação em seus limites axiológicos e como ela pode ser apropriada pela coordenação e ter seus objetivos desvirtuados. Ademais, foram observadas as dinâmicas de retribuição simbólica e o impacto que exercem na subjetividade, na identidade e na saúde mental do trabalhador. Outrossim, foi pensado o lugar social ocupado por esses profissionais de serviços gerais dentro de uma sociedade sustentada por meio dos ideais capitalistas, e a existência, ou ausência, da valorização dos serviços prestados por esses trabalhadores. |
| Abstract: | Outsourcing is growing in today's society as one of the main ways of making employment more flexible. As a result, there has been a significant delay in the struggle for workers' rights and class achievements. The objective of this research was to identify the intersections of cooperation in the outsourced general services team of a federal university in order to understand the relationship between psychological distress and the experience of real work, permeated by prescribed work. This study was based on semi-structured interviews with nine participants, whose discourses were analyzed using Bardin's content analysis. The results were organized into three categories of analysis: Modes of cooperation: what is found in these dynamics?; Real work and prescription; and Intersections of suffering: the real in outsourcing. This research was based on the Psychodynamics of Work proposed by Dejours. The results indicated that the team needs to be able to mobilize individual and collective intelligence in the face of resistance, creating strategies to bridge the gap between the prescribed and the real. These practices find their way through cooperation, since this device is not only characterized as a division of tasks, but is structured around the bonds of civility between collectives. This bond is made possible through spaces for coexistence and deliberation built in the work environment. In addition, cooperation was verified in its axiological limits and how it can be appropriated by coordination and have its objectives distorted. Furthermore, the dynamics of symbolic retribution and the impact they have on the subjectivity, identity, and mental health of workers were observed. Furthermore, the social place occupied by these general service professionals within a society sustained by capitalist ideals was considered, as well as the existence, or absence, of appreciation for the services provided by these workers. |
| URI: | http://hdl.handle.net/11612/8343 |
| Appears in Collections: | Psicologia |
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