Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/11612/484
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dc.contributor.advisorGiacoia Junior, Oswaldo-
dc.contributor.authorVilas Bôas, João Paulo Simões-
dc.date.accessioned2017-08-28T19:23:38Z-
dc.date.available2017-08-28T19:23:38Z-
dc.date.issued2016-06-01-
dc.identifier.citationVILAS BÔAS, João Paulo Simões. Niilismo, fanatismo e terror : uma leitura do fundamentalismo a partir de Friedrich Nietzsche. 2016.270f. Tese (Doutorado em Filosofia) – Universidade Estadual de Campinas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia, Campinas, 2016.pt_BR
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/11612/484-
dc.description.abstractSectarian violence and the fanatical discourses of intolerance and hatred propagated by fundamentalists of various religions represent serious dilemmas for modern democracies around the world. By insisting on the obstinate defense of their truths against secular principles and institutions, fundamentalisms spare no efforts in order to impose their particular practices and values to the rest of the world. Moreover, the refusal of such groups to open themselves to dialogue and peaceful negotiation with non-fundamentalists leaves few options for addressing this problem, and the use of violence has historically proved to be a catastrophic alternative because, instead of eliminating or mitigating the destructive fury of fundamentalists, aggression ends up strengthening the willingness for martyrdom among these fanatics, which further intensifies the problem. However, insofar as they recognize that the end of modernity brought the abandonment of the traditional values and religious truths of old, fundamentalist discourses seem to talk directly with the philosophical reflections of Friedrich Nietzsche, particularly in relation to the diagnosis formulated by the philosopher about a global phenomenon of devaluation of the traditional canons of truth and value, both of which were inherited from the Socratic-platonic-Christian thought. Gathered around the term nihilism, such reflections are a topic of fundamental importance in the work of this German philosopher, being present in his writings from about 1880 to his last works. In addition to simply establish the existence of a phenomenon that was already visible since the middle of the second half of the nineteenth century, Nietzsche also reflects upon the physiopsychological consequences of the collapse of this set of ethical, political, metaphysical and epistemological principles that hitherto represented the main source of support, of certainty and security to the Western civilization. Insecurity, fear and disorientation towards nihilism would be, according to the philosopher, the result of a deep psychic and instinctual disturbance towards the disintegration of the foundations that once guaranteed the truth and security for the world, which in turn, would result directly from the fact that most of humanity has come to be deliberately educated to link the meaning of existence to something outside of life itself. In light of these considerations, this research aims to develop an interpretive hypothesis that starts from the perspective opened up by the reflections of Friedrich Nietzsche about nihilism in order to clarify how and if it would be possible to understand the emergence of different modalities of religious fundamentalisms throughout the twentieth century as forms of reaction against the deepening of the crisis of values through which passes the West.pt_BR
dc.language.isopt_BRpt_BR
dc.publisherUniversidade Estadual de Campinaspt_BR
dc.rightsNIILISMO, FANATISMO E TERROR: UMA LEITURA DO FUNDAMENTALISMO A PARTIR DE FRIEDRICH NIETZSCHEpt_BR
dc.subjectFriedrich Nietzschept_BR
dc.subjectFundamentalismopt_BR
dc.subjectNiilismopt_BR
dc.subjectReligiãopt_BR
dc.subjectVerdadept_BR
dc.subjectFundamentalismpt_BR
dc.subjectNihilismpt_BR
dc.subjectReligionpt_BR
dc.subjectTruthpt_BR
dc.titleNiilismo, fanatismo e terror : uma leitura do fundamentalismo a partir de Friedrich Nietzschept_BR
dc.typeTesept_BR
dc.description.resumoA violência sectária e os discursos fanáticos de intolerância e de ódio propalados por fundamentalistas de variadas religiões representam graves dilemas para as modernas democracias em todo o mundo. Ao insistirem na defesa obstinada de suas verdades contra princípios e instituições seculares, os fundamentalismos não poupam esforços para impingirem suas práticas e valores particulares ao resto do mundo. Além disso, a recusa de tais grupos em se abrirem para o diálogo e para a negociação pacífica com os nãofundamentalistas deixa poucas opções para o enfrentamento deste problema, sendo que o emprego da violência vem historicamente se mostrando como uma alternativa catastrófica, pois, ao contrário de eliminar ou atenuar a fúria destruidora dos fundamentalistas, a agressividade acaba alimentando a disposição para o martírio entre esses fanáticos, o que intensifica ainda mais o problema. Entretanto, na medida em que reconhecem que o fim da modernidade trouxe o abandono dos valores e das verdades religiosas tradicionais de outrora, os discursos fundamentalistas parecem dialogar diretamente com as reflexões filosóficas de Friedrich Nietzsche, em particular no que tange ao diagnóstico formulado pelo filósofo acerca de um fenômeno global de desvalorização dos cânones tradicionais de verdade e de valor ambos os quais foram herdados do pensamento socrático-platônico-cristão. Agrupadas em torno do termo niilismo, tais reflexões se constituem num tópico de importância basilar na obra deste filósofo alemão, fazendo-se presentes em seus escritos desde cerca de 1880 até seus últimos trabalhos. Para além de simplesmente constatar a existência de um fenômeno que já se fazia visível desde meados da segunda metade do século XIX, Nietzsche também reflete sobre as consequências fisiopsicológicas da derrocada deste conjunto de princípios éticos, políticos, metafísicos e epistemológicos que até então representava a principal fonte de apoio, de certeza e de segurança para a civilização ocidental. A insegurança, o temor e a desorientação ante o niilismo seriam, no entender do filósofo, o resultado de uma profunda perturbação psíquica e pulsional perante o esfacelamento dos alicerces que antes garantiam a verdade e a segurança para o mundo, a qual, por sua vez, decorreria diretamente do fato de que a maior parte da humanidade veio sendo deliberadamente educada para vincular o sentido da existência a algo situado fora da própria vida. À luz de tais reflexões, esta pesquisa tem por objetivo desenvolver uma hipótese interpretativa que parte da perspectiva inaugurada pelas reflexões de Friedrich Nietzsche sobre o niilismo com vistas a esclarecer como e se seria possível compreender a emergência de diferentes modalidades de fundamentalismos religiosos ao longo do século XX como formas de reação contra o aprofundamento da crise de valores pela qual passa o Ocidente.pt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Filosofiapt_BR
dc.publisher.campusCampinaspt_BR
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::FILOSOFIApt_BR
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